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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Dizzy Gillespie - An Electrifying Evening with the Dizzy Gillespie Quintet - 1961

Eis mais um disco incrível de Gillespie, anterior a Sweet Soul, An Electrifying Evening with the Dizzy Gillespie Quintet foi gravado ao vivo no Musem of Modern Art de Nova Iorque no início dos anos 1960, e o tal do quinteto do trompetista é formado pelos músicos Lalo Schifrin, Leo Wright, Bob Cunningham e Chuck Lampkin. Com apenas quatro músicas, o disco é marcado pelas longas improvisações sobre as melodias, o que acrescenta vários minutos aos temas conhecidos de Gillespie, como “Salt Peanuts” e “A Night in Tunisia” - compostas em 1942, ambas ganham qualidades completamente diferentes nesse disco. Mas o que começa An Electrifying Evening é “Kush”, com uma abertura de bateria (Lampkin), piano (Schifrin) e flauta (Wright), seguidos pelo baixista Cunningham que introduz os instrumentos. A melodia só começa mesmo com Dizzy, que conversa depois com o sax de Wright. "Kush" (o nome de um antigo reino no Sudão) é uma daquelas músicas para ser ouvida do começo ao fim, o que parece ser a regra geral do disco. Depois das três composições de Dizzy, vem "The Mooche", de Duke Ellington, que aqui parece abrir portas para mais uma experiência totalmente nova com velhos temas. E para fechar o disco, um dos melhores de Gillespie, há uma entrevista com o músico também realizada no palco do MoMA.

An Electrifying Evening with the Dizzy Gillespie Quintet:
1. Kush (11:00)
2. Salt Peanuts (7:07)
3. A Night in Tunisia (6:46)
4. The Mooche (11:43)
5. Interview with Dizzy Gillespie by Charles Schwartz (18:02)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Dizzy Gillespie - Sweet Soul (live) - 1969

Criado em um meio musical e com instrumentos a sua disposição, Dizzy Gillespie não demorou para aprender a tocar piano, trombone e finalmente trompete. O músico nasceu na Carolina do Sul, Estados Unidos, no final da década de 1910, e em contato com orquestras e bandas das quais participou, Dizzy tornou-se um dos maiores nomes do bebop. Um desses grupos foi o de Cab Calloway, parceria que produziu uma de suas primeiras músicas, Pickin' the Cabbage - que talvez tenha sido o melhor proveito da relação, já que os músicos estavam em pé de guerra quando se separaram. Depois de Calloway, Dizzy ainda trabalharia compondo para o clarinetista Woody Herman, e tocaria com a orquestra de Ella Fitzgerald. O bebop, na época, não era visto com bons olhos, mas as composições de Gillespie davam sinais de sua inventividade e da influência dos ritmos afro-cubanos - e para acompanhá-lo no desenvolvimento do estilo, havia também o saxofonista Charlie Parker. Mas Sweet Soul é de uma fase posterior, no final dos anos 1960, quando a fama de Dizzy já estava consolidada e o músico já havia inclusive se lançado à candidatura presidencial dos EUA, alertando os americanos que The Blues House seria um nome muito melhor para a Casa Branca. Sobre o disco da vez, porém, as informações são escassas. Há lugares que afirmam que Sweet Soul é uma versão de outro álbum (Soul & Salvation, de mesma data) com aplausos falsos adicionados, o que acaba com a alcunha "live" mostrada na capa, mas não há confirmação oficial sobre esses dados. Com ou sem ovações, o caso é que Sweet Soul é um disco excelente, regado de funk, improvisação e um coral feminino ao fundo em algumas faixas (com destaque para Rutabaga Pie, que encerra o álbum). E embora os créditos das composições não se voltem para Gillespie (Azure Blue, por exemplo, é de Edward Bland), a performance da banda é imperdível.

Sweet Soul (live):
1. Slew Foot (5:00)
2. Soul Mama (3:44)
3. Azure Blue (4:36)
4. Sweet Stuff (4:18)
5. Dirty Dude (4:14)
6. Party Man (3:37)
7. Get to That (3:02)
8. Soul Time (2:58)
9. Gettin’ Down (4:56)
10. Rutabaga Pie (3:17)